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Tanto Mar

Sexta-feira, 27.11.09

http://www.overmundo.com.br/_banco/img/1180577523_dscn3597.jpg

 

(ficção) 

 

Choram meus olhos, meu coração

a distância é longa entre nós

e mesmo ouvindo tua voz

cresce o desejo de te tocar

pegar um barco e viajar

correr até ti, pegar tua mão

 

Baloiça o barco nas ondas do mar

sinto calafrio em meu corpo

e é tão longe o próximo porto

que por certo não vou chegar

Amor, Amor, que estás tão longe

e falta ainda tanto mar, tanto mar...

 

Minhas entranhas se inquietam

e me assustam com seu rosnar

o barco baloiça, quase a adornar

meus olhos e meu coração protestam,

as profundezas parecem aguardar

por mim, neste imenso mar.

 

Amor, amor, não vou prosseguir

meus medos são maiores que o céu

meu corpo treme, qual dor lhe deu,

e minha raiva por não conseguir...

mas é tão longa a distância a navegar

para voltar...tanto mar, tanto mar...

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 11:00


2 comentários

De Breizh da Viken a 27.11.2009 às 20:50

Olá


Um poema com tanto mar ainda por desbravar...

bonito e sentido...mesmo sendo ficção

O poeta é de tal forma inteligente que tem o poder para imaginar/dramatizar emoções, assim se distingue dos comuns mortais! ahahaha

De Alexandrino Sousa a 27.11.2009 às 21:10

Amiga,

O autor (poeta é capa que sinto não poder vestir) apenas quis dar dimensão à distância entre as pessoas...pode ser o mar, as montanhas, o céu...

Bonito comentário o teu...Obrigada

Beijinhos
Alex

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