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Traços de Vidas (II)

Sexta-feira, 22.01.10

 

 

http://lexisoseuestilo.files.wordpress.com/2009/05/costureira.jpg

 

Levanta-se, e ainda ensonada,

pé fora da porta, e de uma assentada,

corre para a máquina parada,

unindo a vida, à coisa desengonçada...

 

Tanta linha a correr,

tanto tecido a cozer,

e a esmola que vier,

dê para o que der,

a gente se há-de haver.

 

Triste fado de quem é pobre,

Quem nada exige, e tudo lhe tiram...

Vidas sem vida, tal como a agulha, furadas,

sonhando com outras madrugadas...

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 19:35


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