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Como um rio...

Domingo, 31.10.10

 

 http://jn.sapo.pt/Storage/ng1322255.jpg

 

(ficção)

Dolorosa e tão difícil a separação...

Entre nós a ténue linha de uma parede,

um abismo em forma de rochedo,

um precipício cavado pela teimosia...

Do lado de cá, sinto tua respiração,

cada lágrima que cai no chão,

teus dedos a parede tacteando

como se pudessem alcançar os meus...

Triste, dolorosa e perversa  ilusão...

 

Cai a noite, o desassossego,

as voltas e mais voltas na solidão,

a procura de companhia na TV...

Sinto-te do lado de cá, a meu lado,

tais os ruídos, o ensurdecedor de teus passos

que ecoam no espaço vazio...

Preciso sair, correr, ganhar espaço,

e como a correntia de um rio,

deixo-me doentiamente levar para o mar,

mar de espuma, de força, de morte...

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 12:19


2 comentários

De Alexandrino Sousa a 09.11.2010 às 21:20


Amiga Nela,

Estes versos talvez ao escrever me lembrasse das pessoas que sofrem na separação...

Por vezes é melhor fugir, correr para bem longe, e começar tudo de novo.

Beijinhos e espero que estejas bem. Por aqui tudo bem
Alex

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