Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Convívio em Viseu

Domingo, 09.11.08

 

Dizem que o tempo é de crise, mas a nossa sociedade (Os 7 Magnificos) sempre arranja maneira de fazermos uns passeios, convívios com outras pessoas, almoços valentes e como não podia deixar de ser, bebidas e mais bebidas (não fossem muitos de nós especialistas em vinhos). Na hora de levantar da mesa é que são elas...

Pois este fim de semana "Os 7 Magníficos" resolveram ir até Viseu. Há vários anos que tínhamos convite de amigos nossos para essa deslocação, mas só agora se proporcionou. O almoço foi na cave da casa de um deles,  enquanto o outro se encarregou de trazer o prato principal, e sabem qual foi? 

                

Exactamente, leitão....

 

Não faltaram provas de espumante, vinhos recentes e mais antigos, vinho "abafado" (estarei a dizer bem??), o que sei é que provei de quase todos, menos dos dois últimos (amostras de adegas do Dão). Eu já não podia mais e nem a garrafinha de águas das pedras com gás me libertou daquele mal estar interior. Na viagem para o Porto (vinha sozinho no banco de trás), pergunta um colega meu se eu vinha a dormir. Não vinha, mas queria muito...

Os últimos dois convívios foram realizados fora dos restaurantes e reconheço que o ambiente não tem nada a ver, a alegria na ocasião é por demais evidente, enfim sempre estamos mais á vontade.

E agora que venha o próximo...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Alexandrino Sousa às 21:26

Como o Tempo Passa...

Segunda-feira, 03.11.08

 

Domingo, em deslocação á minha terra natal com meus pais, revi gente que á muitos anos já não via.

Al..(chama-me minha mãe), olha a tua catequista. Dª Quitéria com os seus 70 anos e rosto muito marcado pelo tempo, já não me conhecia e eu muito menos a ela (já passaram 40 anos).

Mais afastada, uma colega lá da empresa que por rescisão amigável quis ir embora á já alguns anos, e que me lançava um ligeiro sorriso, pensando talvez que eu já não a conhecesse (e se passasse por ela noutro local qualquer não a conhecería). Respondi-lhe com meu sorriso e me dirigi a ela. Após vários anos, parece que nada mudou. O tempo ainda não lhe fez marcas. "Vou meter os papeis para a reforma, já tenho 42 anos de caixa" diz ela. E dos seus 55-56 anos, vê-se que ainda terá muita vida pela frente, e apesar de dizer que vai ser penalisada na sua reforma, prefere ficar mesmo por casa, e tratar do seu jardim e do quintal.

Com todas estas alterações que tem havido na segurança social, nunca sabemos como vai ser daqui a 5-10 ou 15 anos, mas eu gostaria mesmo  de deixar de trabalhar aí pelos 58-60 anos (se lá chegar).

A vida só tem sentido se for vivida e não nos sentirmos presos, amarrados a algo que infelizmente sabemos que precisamos, para mais tarde não nos culparmos.

40 anos a trabalhar é muito tempo...É quase duas vezes a sentença máxima para quem matou alguém...E eu até ver não matei ninguém. Porque razão andarei a matar-me a mim próprio??

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Alexandrino Sousa às 21:43

Dia de Todos os Santos

Sábado, 01.11.08

    

         

               (da net)

Hoje 1 de Novembro, comemora-se o dia de "Todos os Santos". Em Portugal, pricipalmente nas grandes cidades, as pessoas vão ao cemitério arranjar as sepulturas dos familiares e amigos já falecidos, e acaba por ser também ponto de encontro de familiares que de outra forma é raro vermos.

Também tinha combinado ir com meus pais até cemitério da minha terra natal, onde jazem meus avós (paternos e maternos), alguns tios meus, pessoas que conhecí ainda em miudo...

Como o tempo ameaça chuva e está muito frio, meus pais foram de opinião que lá irão outro dia e não hoje, (aliás eles vão lá muitas vezes). Mas o que é certo é que acabei por não ir e não sei porquê, sinto uma nostalgia enorme (normalmente vou  lá só com meus pais). E devagar todos os que já partiram "passam" por mim, e "vejo seus sorrisos, ouço suas vozes"...Mas lá sería diferente, podería orar bem perto deles (ou que resta deles) e ao olhar suas fotos, me sentiria bem.

Infelizmente não fui...

 

Aqui em casa, em qualquer mesinha ou nas paredes, não tenho fotos de familiares já falecidos. E as que tenho são de meus pais, meus irmãos, filho, e pouco mais. Não sou adepto disso, mas lembro-me que ainda na minha terra e quando ía a casa de minha avó materna, ver na parede fotos de alguns  tios meus entretanto falecidos. Na altura achava aquilo natural.

O meu irmão chegado a mim (somos 7 irmãos), também tem por hábito decorar paredes de uma divisão em casa dele (chama-lhe escritório), com fotos nossas mas também de alguns familiares  já falecidos. Eu não consigo...

 

Esta data é para mim muito triste pelas recordações que nos trás. E ao mesmo tempo faz-nos pensar o quanto o tempo passa depressa.. Ainda "ontem" ría-mos e falava-mos, e hoje alguns de meus entes queridos já partiram, e já passaram anos...

Como o tempo passa...

Mais uma vez um momento de nostalgia, o pensar que amanhã já cá não estarei, ou meus pais...algum familiar mais próximo. Penso que não devería ser tão agarrado á vida...

Olho para o lado e vejo que meus vizinhos já "partiram" e como eram ainda novos...

 

Porque nascemos, se vamos ter de morrer??

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Alexandrino Sousa às 16:12

O Poder da Decisão

Sábado, 01.11.08

 

Ontem acabou por ser um dia negro lá na empresa.

É verdade que era sexta feira, dia das bruxas, mas não era sexta feira 13. E acabou por ser um dia mau quando em determinado período do dia, a Qualidade verificou que a produção não está conforme, a imagem do produto está danificada, o que obrigará a que toda a produção tenha de ser escolhida.

Acontece que já no dia anterior, a anomalia tinha sido detectada em menor grau, e de imediato os responsáveis foram avisados, no entanto não se chegou a conclusão nenhuma da origem do problema, que aliás no momento parecia ter desaparecido. Infelizmente não era verdade, e a razão do problema era num ponto que ninguém poderia supor.

A Qualidade não podia fazer mais nada do que bloquear a produção até aí realizada, e por descargo de consciência, também a produção do dia anterior.

A Direcção de Produção, aceito que poderia ter ficado preocupada pelo transtorno que tudo isto iria causar em termos de escolha do produto, mas só preocupada e de imediato sensibilizada para que tal não mais se repetisse. Mas para meu espanto foi causa de um reboliço interno que nunca me passaria pela cabeça acontecesse. Afinal os erros são ou não para serem corrigidos, e se possível que não saiam da empresa para evitar futuras reclamações??

Mas o que me admira nisto tudo é a falta de sensibilidade de alguém que não sei como nem porquê, resolveram colocar como director de uma área tão importante. Como é possível numa empresa tão grande dar-se ao luxo de ter alguém que mais do que resolver os problemas, tenta-se escondê-los ou mesmo negar a sua existência??

Como é possível ter alguém que em termos de relacionamento humano é do género "se não és por mim, és contra mim"??

E o mais grave é que toda a equipa aquela área ligada, começa a ficar enferma do mesmo problema, importando mais os números do final do dia, a quantidade de caixas produzidas, em detrimento do fazer bem, do manter-se a boa imagem que ao longo dos anos tem sido conseguida.

Como têm mudado as mentalidades nestes últimos 5-6 anos, e para meu desgosto para bem pior.

A Administração com constantes alterações propostas por empresas consultoras, será que um dia vai virar-se para o verdadeiro ponto a ser revisto, isto é, onde se produz, onde sai a imagem da empresa, onde convém manter incólume a boa imagem de marca conseguida?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Alexandrino Sousa às 14:51


Pág. 3/3