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A JUSTIÇA (ou falta dela)

Sexta-feira, 30.01.09

 

 

 

Penso que a maioria de nós ainda não teve problemas com a justiça, mas quando temos, é extremamente desagradável toda a situação por ela provocada, e o desconforto que em nós provoca.

Falo na maioria de nós, mas na parte que me toca, indirectamente acabei por ter problemas e a situação é tão desagradável que me tirou o ânimo, a alegria e muitas vezes a dedicação que tinha para com o blog e para com  meus amigos.

Assim sendo, não me levem a mal não comentar vossos textos, vossa inspiração, vossa alegria ou tristeza, pois acredito que melhores dias virão (eu pelo menos assim o espero)

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 21:38

DESAFIO (7 Pecados)

Segunda-feira, 26.01.09

 

Fui  desafiado pela minha Amiga Ana   http://k3f3w3f8.blogs.sapo.pt/  para falar sobre os 7 pecados capitais...

 Desde já alerto que não sou pecador, logo esses pecados a existirem jamais passaram por minha pessoa

 

Gula - Deste estou dispensado...Apenas gosto na medida certa de bolos cremosos, chocolates, pouco mais ...

 

Preguiça - Acho que nunca fui preguiçoso. Para o trabalho, sou dos primeiros a lá chegar e em casa gosto de ter tudo arrumadinho...Só depois o meu cantinho no sofá

 

Ira - Muito raras vezes saio do meu tom...Têm mesmo de me calcarem os "calos"

 

Orgulho - Acho que não tenho orgulho...Tenho sim gosto em tudo o que fiz...Família, profissional, casa...

 

Inveja - Não tenho...nem mesmo da mulher de meu vizinho. Gostaria de ter mais dinheiro para comprar um carro que raramente vejo na rua e que é o meu sonho desde miúdo (Porsche)

 

Luxúria - Penso que todos nós gostamos de nos sentir bem e assim nos mostrarmos para o mundo. Alguma exuberância ser-nos à permitida

 

 

Avareza - Não tenho, nem nunca fui avarento. Se não dou, é porque não tenho. Mas se tivesse, sim, gostaria de ajudar os que precisam (mas não os que podem trabalhar...)

 

Espero que me fiquem a conhecer melhor

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 23:01

AMOR E DESENCANTO

Domingo, 25.01.09

 

Peço desculpa aos meus amigos se o que escrever abaixo não sair tão bem, mas é

um desejo que tenho de tentar fazer uma letra para canção:

 

Meu Amor, as horas são mortas

quando estás comigo,

quando nossos corações batem forte

e tu procuras meu abrigo...

quando na imensidão da noite

corpos suados pelo prazer

ainda não saciada de tanto querer...

 

Entrego-me a ti, deusa do amor

e selo meus olhos para não acordar

cerro meus lábios para não falar

e o mundo pode desabar

que eu não vou sentir ou escutar...

 

Meu amor, meu amor

como eu te amo tanto, tanto

que sinto na felicidade a dor...

do meu querer ser maior

que o meu próprio ser...

 

Entrego-me a ti, corpo imortal,

prazer sem conta nem medida,

no meu corpo antes suado,

nasceram marcas silenciosas,  de ferida

de um amor esgotado...

 

Meu amor, meu amor

como eu te amo tanto, tanto

que sinto na felicidade a dor...

do meu querer ser maior

que o meu próprio ser...

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 19:39

Por um Novo Amanhecer

Domingo, 25.01.09

 

         http://i227.photobucket.com/albums/dd301/Sydynha/natureza%20paisagens%20sydy/blu20planet20sun20shine.jpg

 

          (texto de ficção)

Estás longe, e o longe é tão perto...

Mas senti teu silêncio, tua ausência,

ainda que tua escrita sem cadência

certa, me fizesse prever algo incerto...

 

Mas estás bem, já recebi teu recado,

numa escrita bela, algo pessoal,

e fico indeciso entre o bem e o mal,

sendo o mal, pessoal, do teu passado...

 

Um novo amanhecer virá, podes crer,

e teus sonhos fechados, irão renascer,

ainda que num tempo amadurecido...

 

Em mim tens o carinho, a amizade,

um cantinho, um ombro sem piedade,

abraço amigo também ele perdido...

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 16:20

AMANHÃ...

Sábado, 24.01.09

 

http://home.uevora.pt/~oliveira/Jogo_Pau/nuno.JPG

 

Amanhã quando levantar,

vou fingir não ser eu,

vou olhar para o espelho, me "maquilhar",

e mentalizar-me que não sou eu...

E ao abrir o jornal de domingo,

se vier notícia ruim,

prometo, não falo por mim,

justiça popular vou fazer...

Já tenho minha arma de pau,

vou bater em tudo o que é mau,

e se algum ministro ou banqueiro

se meter, será o primeiro

a levar com a minha arma de pau...

Chega de gritaria no terreiro,

isto está mau, muito mau.

Para alguns, ainda está "porreiro",

mas para o povo desta grande nau,

que não tem pão nem dinheiro,

o que fazer então??

Não sou o Robin da história,

nem tenho bando para assalto,

mas precisamos falar alto,

que igual a isto não há memória...

E na melhor ocasião,

quando a noite chegar então,

parto de arma de pau na mão,

justiça popular fará história... 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 21:46

Aos Meus Amigos

Sexta-feira, 23.01.09

 

http://www.turboscraps.com/agradecimento/img/agradecer018.jpg

 

             Aos meus Amigos da Net

 

Hoje senti-me na obrigação de agradecer

a cada amigo, a cada um de vós que lê

o que meu coração dita e os olhos não vê,

tudo o que escrevo, por vezes sem saber...

  

Alguns de vós sois minha âncora em movimento,

que me dais força, alento para continuar...

Outros a simpatia, amizade em cada postar,

e assim me sinto bem neste contentamento.

 

Mas eu queria dizer num verso, num poema

o meu obrigado, mas aí vem o dilema

de não ser totalmente compreendido

 

Assim, de forma leve e simples agradeço

a vossa "companhia", o vosso apreço

num blog simples, assaz despercebido...

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 21:16

UM DIA DIFERENTE

Quinta-feira, 22.01.09

 

http://fabriciachagas.zip.net/images/anjo85.gif

 

     (texto de ficção)

 

Hoje é o meu dia de descanso...

(porque de descanso também vive o homem).

Nada de lamentos ou preocupações...

Amores, desamores ou tentações,

são página virada no dia de hoje...

Ouvindo a chuva e o rugir do mar,

sinto paz, uma acalmia sem fim,

tudo está bem dentro de mim...

Serei egoísta por pensar assim??

Deixem-me por um dia sonhar...

Amanhã bem cedo ao acordar,

por certo meus olhos vão estremecer

da angústia, dor, no mundo a correr...

Mas esta noite, deixem-me sonhar...

É tão bom adormecer neste embalar...

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 22:32

Em Busca do SOL

Quarta-feira, 21.01.09

 

 

 http://brunogodinho.zip.net/images/sol.jpg

 

(Para "Ventania" - Clara é seu nome - promessa cumprida)

 

 

Abro as janelas como que a receio

de mais um dia invernal e triste...

Não sei se abra os olhos ou desiste,

de ver mais um dia cinzento e feio...

 

Nuvens escuras que pairais no ar,

nuvens de frio, chuva e neve...

No cimo de vós, o sol nem se atreve

a abrir, a aquecer, ou sequer espreitar...

 

Sol que eu amo e preciso tanto,

testemunha de tardes de pranto,

minha companhia dos dias de verão,

 

vinde até mim, rompei  o escuro do céu,

quero-te aqui, bem pertinho, só meu,

aquecendo meu corpo, meu coração...

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 22:11

Florbela Espanca_Sonetos 2

Terça-feira, 20.01.09

 

E como ontem prometi, hoje transcrevo outros dois sonetos de Florbela Espanca que me fazem "parar" no tempo:

 

 Amar

Eu quero amar, amar perdidamente!

Amar só por amar: Aqui...além...

Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...

Amar! Amar! E não amar ninguém!

 

Recordar? Esquecer? Indiferente!...

Prender ou desprender? É mal? É bem?

Quem disser que se pode amar alguém

Durante a vida inteira é porque mente!

 

Há uma Primavera em cada vida:

É preciso cantá-la assim florida,

Pois se Deus nos deu voz, foi para cantar!

 

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada

Que seja a minha noite uma alvorada,

Que me saiba perder...pra me encontrar...

 

Pobre de Cristo

Ó minha terra na planície rasa,

Branca de sol e cal e de luar,

Minha terra que nunca viste o mar,

Onde tenho o meu pão e a minha casa.

 

Minha terra de tardes sem uma asa,

Sem um bater de folhas...a dormitar...

Meu anel de rubis a flamejar,

Minha terra moirisca a arder em brasa!

 

Minha terra onde meu irmão nasceu

Aonde a mãe que eu tive e que morreu

Foi moça e loira, amou e foi amada!

 

Truz...Truz...Truz...-Eu não tenho onde me acoite,

Sou um pobre de longe, é quase noite,

Terra, quero dormir, dá-me pousada!...

                                  

                                             Florbela Espanca

                  

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publicado por Alexandrino Sousa às 21:36

Florbela Espanca_Sonetos 1

Segunda-feira, 19.01.09

 

 

 

E porque gosto muito de Florbela Espanca , O livro "Sonetos" (Livro de Mágoas, Livro de Soror Saudade e Charneca em Flor)  tenho na minha cabeceira da cama, pelo prazer que me dá a sua leitura. Assim,  retirei da Net a sua Biografia ( e também três sonetos que eu gosto muito) para com os meus amigos "beber" um pouco a boa poesia.  Amanhã, transcreverei  outros dois sonetos, também eles cheios de alma

 

Biografia

Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa, a 8 de Dezembro de 1894, sendo baptizada, com o nome de Flor Bela Lobo, a 20 de Junho do ano seguinte, como filha de Antónia da Conceição Lobo e de pai incógnito. É em Vila Viçosa que se desenrola a sua infância. Em Outubro de 1899, Florbela começa a frequentar o ensino pré-primário, passando a assinar Flor d'Alma da Conceição Espanca (algumas vezes, opta por Flor, e outras, por Bela). Em Novembro de 1903, aos sete anos de idade, Florbela escreve a sua primeira poesia de que há conhecimento, «A Vida e a Morte», mostrando uma admirável precocidade e anunciando, desde já, a opção por temas que, mais tarde, virá a abordar de forma mais complexa. Ainda no mesmo ano, Florbela começa a escrever uma poesia sem título, o seu primeiro soneto.

Conclui a instrução primária em Junho de 1906, entrando para o actual sexto ano de escolaridade em Outubro do mesmo ano. No ano seguinte, Florbela aponta os primeiros sinais da sua doença, a neurastenia; além disso, escreve o seu primeiro conto, «Mamã!». Em 1908, Antónia Lobo, a mãe de Florbela morre vítima de neurose, após o que a família se desloca para Évora, para Florbela prosseguir os seus estudos no Liceu André Gouveia, com o chamado Curso Geral do Liceu, cuja sexta classe (próxima do 10º ano actual) completa em 1912. Entretanto, em 1911, começa a namorar com Alberto Moutinho, mas acaba por se afastar deste, em virtude de uma nova paixão por José Marques, futuro director da Torre do Tombo. Após romper com este, no ano seguinte, Florbela reata o namoro com Alberto Moutinho e, a 8 de Dezembro, uma vez emancipada, casa com ele, pelo civil, aos 19 anos.

Em 1914, apesar de algumas dificuldades económicas, o casal muda-se para o Redondo, na Serra d'Ossa, onde abre um colégio e lecciona. Numa festa do colégio, Florbela recita, pela primeira vez, versos seus em público. É no ano seguinte que Florbela inicia o seu caderno «Trocando Olhares», que completa ao longo de cerca de um ano e meio. Em 1916, a revista «Modas e Bordados» publica o soneto «Crisântemos», cheio de alterações ao original, e Florbela torna-se amiga da directora e da sub-directora da revista, Júlia Alves, com quem, aliás, inicia correspondência. Alguns meses depois, torna-se colaboradora do jornal «Notícias de Évora», e desiste de um projecto intitulado «Alma de Portugal», um livro de acentuada carga patriótica, e que conteria as partes «Na Paz» e «Na Guerra».

Em 1917, após ter regressado a Évora, Florbela completa o actual 11º ano do Curso Complementar de Letras, com catorze valores; apesar de querer seguir essa área, acaba por se inscrever, em Outubro, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, o que a obriga a mudar-se para Lisboa, onde começa a contactar com a vida boémia. Na sequência de um aborto involuntário, em 1919, Florbela tem de se mudar para Quelfes, perto de Olhão, onde apresenta os primeiros sintomas sérios de neurose. Pouco depois, o seu casamento desfaz-se e Florbela decide ir para Lisboa prosseguir o curso, separando-se do marido, e passando a conhecer a rejeição da sociedade. Em Junho de 1919, depois de alguma correspondência trocada com Raul Proença, sai a lume o «Livro de Mágoas»; posteriormente, completa o terceiro ano de Direito. No ano seguinte inicia «Claustro das Quimeras»; simultaneamente, passa a viver com António Guimarães, em Matosinhos, com quem se casa em 1921, após o primeiro divórcio.

De volta a Lisboa, em 1923, Florbela vê publicado o «Livro de Soror Saudade», mas tem de se mudar rapidamente para Gonça, perto de Guimarães, para se tratar de um novo aborto. Assim, Florbela separa-se do marido, que pede o divórcio, oficializado em 1924; isso leva a que a família de Florbela não lhe fale durante dois anos, o que a abala muito.

Em 1925, depois de se ter mudado para a casa de Mário Lage em Esmoriz, casa com ele, pelo civil e, depois, pela Igreja. Dois anos depois, enquanto Florbela traduz romances franceses para a Livraria Civilização no Porto (que publica oito trabalhos seus), e prepara «O Dominó Preto», o seu irmão falece, o que a torna uma mulher triste e desiludida e inspira «As Máscaras do Destino». Enquanto a relação com o marido se desgasta progressivamente, a neurose de Florbela agrava-se bastante; é neste período que, possivelmente, se apaixona pelo pianista Luís Maria Cabral, a quem dedica «Chopin» e «Tarde de Música»; talvez por isso, tenta suicidar-se. Em 1929, Florbela passa por Lisboa, onde lhe é recusada a participação no filme «Dança dos Paroxismos», de Jorge Brum do Canto, e segue para Évora, onde, em 1930, começa a escrever o seu «Diário do Último Ano». Passa, então a colaborar nas revistas «Portugal Feminino» e «Civilização», e trava conhecimento com Guido Battelli, que se oferece para publicar «Charneca em Flor». Já em Matosinhos, Florbela revê as provas do livro, depois da segunda tentativa de suicídio, em Outubro ou Novembro, período em que a neurose se torna insuportável e lhe é diagnosticado um edema pulmonar. A 8 de Dezembro, dia do nascimento e do primeiro casamento, Florbela suicida-se, cerca das duas horas, com dois frascos de Veronal.

 

Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!            

Languidez

Tardes da minha terra, doce encanto
Tardes duma pureza de açucenas,
Tardes de sonho, as tardes de novenas,
Tardes de Portugal, as tardes de Anto,

Como eu vos quero e amo! Tanto! Tanto!
Horas benditas, leves como penas,
Horas de fumo e cinza, horas serenas,
Minhas horas de dor em que eu sou santo!

Fecho as pálpebras roxas, quase pretas,
Que poisam sobre duas violetas,
Asas leves cansadas de voar...

E a minha boca tem uns beijos mudos...
E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
Traçam gestos de sonho pelo ar...

Árvores do Alentejo

Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a benção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

                        Florbela Espanca

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 19:07


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