Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



rasgos noturnos

Terça-feira, 03.01.12

 

 

Secam as bocas com palavras não ditas,

mas lidas sem conta no olhar que trocamos...

faltam respostas...

 

e no ar que sofregamente aspiramos,

nos deliciamos com o perfume trazido pelo vento...

mas tão volúvel...

 

Num cais inventado, soltam-se as velas nos barcos que partem,

choram os corações destruídos pelo silêncio,

num tempo sem tempo...  

 

E assim, morre-se lentamente, precocemente

na tarde fria esquecida pelo pôr do sol,

porque o sol já não existe...

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

tags:

publicado por Alexandrino Sousa às 20:55