Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



o nosso fado...

Sexta-feira, 06.01.12

 

 

Fado,

como eu gostaria de te cantar

num poema, ou prosa,

numa melodia, num cantarolar

embalado pelo sopro do coração...

 

E não sei fado,

qual seria o resultado,

se ao ler o que escrevi,

talvez chorasse lágrimas de dor,

talvez chorasse lágrimas de amor...

 

Fado sou eu e tu,

uma história ainda por contar,

uma letra por inventar,

numa melodia, onde o som das cordas

ressoasse pelo nosso silêncio...

 

Fado, é o destino

com que nos marcaram à nascença

qual varinha de condão...

E perdidos nos sentimentos

vagueamos no universo dos tormentos...

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Alexandrino Sousa às 22:04

Corrosão...

Quinta-feira, 05.01.12

 

 

De que riem as trevas,

as sombras das árvores sonâmbulas,

os fantasmas que criei no meu ser??

 

De que mantas me cobriram,

que me afastam da vida,

dos sonhos que um dia inventei??

 

Sigo neste barco naufragado,

amparado por corpos mutilados, desnudados,

ansiando meu desterro eterno.

 

Desisto de tudo, suplico paixão,

que se abrevie o fim dos tempos,

o fim de tudo, e que renasça um novo dia...

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

tags:

publicado por Alexandrino Sousa às 22:21

rasgos noturnos

Terça-feira, 03.01.12

 

 

Secam as bocas com palavras não ditas,

mas lidas sem conta no olhar que trocamos...

faltam respostas...

 

e no ar que sofregamente aspiramos,

nos deliciamos com o perfume trazido pelo vento...

mas tão volúvel...

 

Num cais inventado, soltam-se as velas nos barcos que partem,

choram os corações destruídos pelo silêncio,

num tempo sem tempo...  

 

E assim, morre-se lentamente, precocemente

na tarde fria esquecida pelo pôr do sol,

porque o sol já não existe...

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

tags:

publicado por Alexandrino Sousa às 20:55

Renascer

Segunda-feira, 02.01.12

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

e por entre a geada que cobre o prado,

por entre o manto frio da manhã de inverno,

uma rosa se ergue de púrpura cor

como se amanhã fosse nascer a primavera...

 

vem, renasce das cinzas negras da fogueira extinta...

vem, num raio de sol limpido filtrado pela chuva...

vem, primavera dos meus sonhos,

desabrochar dos mais intimos sentidos...

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

tags:

publicado por Alexandrino Sousa às 22:30


Pág. 2/2