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desejos e fantasia...

Domingo, 15.07.12

 

 

é no escuro entre quatro paredes,

onde não existem sombras, fantasmas,

que se liberta meu mundo,

mundo de fantasia, sem dor,

onde cada palavra é tocada,

baptizada, desenhada pelo amor...

 

no escuro, no silêncio do momento,

ensaiam-se planos, desejos,

inventam-se lugares no tempo,

onde entre abraços e beijos

os olhares se penetram, fundem,

como que atingindo o mais profundo do ser...

 

tento gravar, na memória pintar

cada quadro, como aguarela viva

onde as personagens ganham vida

em cada manhã, em cada fim de tarde,

em cada segundo de um pôr do sol,

em cada sorriso para a objectiva...

 

e no escuro entre quatro paredes,

onde não existem sombras, fantasmas,

nascem mil sonhos a viver,

revivem-se momentos de tanto querer,

como se lá fora não houvesse vida,

ou se existe, para sempre está perdida...

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 22:41

Teu Silêncio...

Domingo, 15.07.12

 

 

fazes-me falta

na tarde perdida

por entre o sol e o vento...

 

fazes-me falta

pelo silêncio sentido

no ruído trazido pelo tempo...

 

fazes-me falta

pelos beijos, abraços,

ainda vivos no pensamento...

 

e teu olhar, teu doce olhar,

vê lá, não o percas nesse mar,

esse olhar que é só meu,

quando o meu se perde no teu...

 

e na tarde perdida entre o sol e o vento,

fecho meus olhos, relembro tua voz

ainda sussurrando no tempo,

momento mágico, inventado só para nós...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 16:31

Manhã de sábado...

Sábado, 14.07.12

 

 

Veste-se o céu de nuvens

que rápido passam...

Aqui e ali, raios de sol,

esperança de vida

numa manhã tão sem graça,

animada pela voz sussurrante,

por entre montanhas perdida,

pelo lado do mar encontrada...

E relembro as manhãs de inverno,

manhãs frias, devorando estrada,

ansiando, suplicando pela primavera,

não a primavera do tempo,

não a primavera da vida passada,

mas a primavera que é teu corpo,

florindo, de desejos asseada...

Ai meu amor de algum dia,

amor sereno, de sonho e alquimia,

um dia serás verão, após a madrugada...

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 12:21

Lembranças....

Sexta-feira, 13.07.12

 

 

 

Caem gotas de um orvalho intenso,

dizem que é chuva, chuva de verão,

e caminhando estrada fora,

revivem-se momentos de outra hora,

momentos vividos com emoção.

 

E na lembrança, o pôr do sol,

uma silhueta fitando o mar,

corpo fino, cabelos ao vento,

são emoções vivas no pensamento,

como vivido o momento de amar.

 

E as gotas de um orvalho intenso

não molham, não resfriam,

não apagam a minha memória,

onde folhas guardam história,

segredos, fotos que então sorriam...

 

E tudo faz sentido, razão de ser,

como se o destino escrevesse

passo a passo, o caminho a seguir,

encontros que na vida iriam surgir,

e fizeram que um novo dia amanhecesse...

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 23:23

A voz e o silêncio....

Quarta-feira, 11.07.12

 

 

sussurram vozes na noite

entre as estrelas e a lua,

palavras doces e belas,

ditas pelo medo, nas sombras

que se projectam nas paredes...

e ditas assim, no silêncio da noite,

quais fantasmas com alma,

ganham vida, sentimento,

porque este é o momento

que não se quer derradeiro,

ainda que no sono primeiro,

viajem as vozes no pensamento...

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 23:16

Tardes de Imaginação...

Segunda-feira, 09.07.12

 

 

Lentamente se põem o sol

na tarde calma de mais um dia,

sem nuvens no além, sem vento,

sem pressas nos ponteiros do tempo,

mas onde a saudade sorria

e o coração em silêncio sofria...

 

As longas tardes de verão

são fascínio, viagem da imaginação,

são convites ditados pelo prazer,

sorvendo um gelado, ou bebida qualquer,

são retiros, livros para ler,

contemplação de corpo de mulher...

 

Lentamente se põem o sol

na tarde calma de mais um dia,

e no rosto, sente-se a brisa, fria,

chamando a noite, chamando a lua,

e passeiam namorados pela rua,

trocando carícias, mimos de alegria...

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 22:08

Manhã de Domingo

Domingo, 08.07.12

 

e na manhã de sol e poesia,

levo até ti um mundo de recordações,

momentos marcantes, emoções,

que só vive quem acredita em magia,

a magia que nasce nesses corações...

 

e lentamente viajamos no tempo,

(e está tão perto ainda o momento),

sentindo ainda o cheiro de teus cabelos,

os beijos, o amor que fizemos,

imagens sagradas de momentos belos...

 

e cada sonho, cada momento meu amor,

sentimos que o destino nos permite viver,

como se o amanhã, pudesse morrer,

e não nos fosse permitido ver o sol pôr,

ou passearmos abraçados numa rua qualquer.

 

lentamente deixo-me levar pela imaginação,

e fechando os olhos, choro de emoção,

os momentos vividos, sentidos e gritados,

são momentos reais de dois apaixonados,

que os anjos uniram em forma de conspiração...

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 12:23

Apenas saudade...

Terça-feira, 03.07.12

 

 

estendo minha mão até este ecrã,

onde ninguém me vê, ninguém me ouve...

e no silêncio, imploro uma palavra,

uma letra, um meio sorriso...


e é tão pouco o que preciso....


e minha mão continua ali,

e meu olhar continua ali,

e meu ser, lentamente morre ali,

porque na noite, nesta noite, eu não te vi...


 


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publicado por Alexandrino Sousa às 22:07


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