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se eu fosse pintor...

Quarta-feira, 15.08.12

 

 

vesti-me de pintor,

levei tela a rigor,

e cores em tom de pastel...


tu, foste a imagem,

que mesmo sem coragem,

quis prender a este papel.

 

rosto perfeito, de princesa,

lábios finos tal a leveza,

prenuncio de bela mulher.

 

corpo magro, alto,

bota de pequeno salto,

calça de ganga a condizer.

 

e de mão dada,

ternura bem enquadrada,

atravessas a avenida...

 

foste a senha, a fotografia,

porque eu tanto padecia

se outra imagem era fugida...

 

e agora, aqui tão perto,

se pedir algo, fosse certo,

porque não o atrevimento?

 

mas como entenderias,

se teus sonhos, são alegrias,

e não roturas de momento?

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 18:39

Um Rosto Na Manhã de Sol e Poesia...

Quarta-feira, 15.08.12

 

 

suave, fino e terno é o seu rosto,

olhos esguios, subtis, de princesa,

moldados pelo cabelo extenso e fino...

e foi esse seu rosto, que me deu certeza

do momento mais querido e lindo,

que algum dia o coração vivera...

 

e nem o frio do inverno na manhã,

cheia de sol, sonho e poesia,

me fez ausentar do momento de fantasia,

que era te ter tão perto, demasiado perto,

que até nossos sorrisos, na sua inocência lia,

sorrisos de um futuro que seria certo...

 

E hoje, ao vê-la na sua pose de menina sentimental,

voz meiga, carente, doce... algo possessiva,

a certeza de que muitos invernos vão passar,

o sol, o sonho e a poesia, permanecerão no ar,

ainda que os desencontros sejam afinal

tanta dor, para que aquele rosto continue a brilhar...

 

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 11:47

Tempo sem horas...

Terça-feira, 14.08.12

 

 

É no silêncio da tarde

que ouço teus pensamentos,

teus sonhos,

quando em meus braços adormeces...

 

E é lindo teu sorriso,

teu esboço de sorriso,

quando em meus braços desfaleces...

 

Queria eu um dia morrer assim,

com teus braços em volta de mim,

e teu olhar, no meu lacrimejante olhar,

me prometendo que jamais o esqueces...

 

Amor de um dia, de sempre,

amor constantemente carente,

são as horas da tarde que fazem sonhar,

são nas tardes sem horas que fazemos preces...

 

Deixa-me olhar-te só mais uma vez...

deixa-me sentir-te só mais uma vez...

quando em meus braços adormeces...

quando em meus braços desfaleces...

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 15:29

Chuva de Verão...

Terça-feira, 14.08.12

 

Sente-se no ar o perfume da natureza,

esta mistura de odores,

que o tempo húmido e quente faz sobressair...

 

No pensamento, outros perfumes, outros odores,

que os sonhos teimam perseguir,

em busca de uma paz interior...

fecho os olhos, e deixo-me levar

pelos odores de uma manhã de chuva e calor...

 

E o poder do pensamento me leva bem longe,

como se esta chuva, numa manhã de verão,

fosse o inicio do inverno que há-de vir,

manhãs frias, chuvosas, mas quente o coração,

o corpo e a alma, num tempo que há-de surgir...

 

Sente-se no ar o perfume da natureza,

esta mistura de odores,

que o tempo húmido e quente faz sobressair...

no pensamento, outros perfumes, outros odores,

que os sonhos teimam perseguir...

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 13:02

Almas Gémeas...

Segunda-feira, 13.08.12

 

 

 

É no fim da tarde amena de verão,

ainda sem os ruídos da noite,

que chamo a metade de tua alma,

a alegria sentida em cada serão,

pronuncio de paz, de calma...

 

E cada palavra, cada sorriso contido,

são saltos nas ténues nuvens,

correrias nos lagos do paraíso,

são almas gémeas num sonho proibido,

sílabas sem nexo, num ambiente preciso.

 

Se não fosses alma, talvez fosses ar,

o ar que silenciosamente respiramos

e a cada momento nos faz viver...

Se não fosses alma, talvez fosses mar,

onde eu navegaria, para nunca te perder...



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publicado por Alexandrino Sousa às 19:59

Boa Vida...

Domingo, 12.08.12

 

 

e a tarde de Domingo vai passando

sem pressa, sem história para contar...

aqui e ali, flashes de bons momentos,

recordações vividas no tempo,

e sempre, sempre alguém no pensamento...

as tardes de Domingo, têm este "passatempo"...

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 17:18

Em busca do Amor...

Sábado, 11.08.12

 

 

Um dia imaginei-te nua,

nua como os anjos,

como as estrelas no céu,

que quando fazem amor,

ninguém viu, ninguém percebeu...

 

E ao imaginar-te nua,

esses contornos suaves de teu corpo

trazidos pela luz da lua,

nesse quarto sem alma, sem nada,

na minha imaginação, eu te amava...

 

Riram os anjos e as estrelas,

e a lua, e os habitantes do paraíso

que liam meu pensamento,

dos desejos vividos no momento,

imaginando-te nua...algures no tempo...

 

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 23:15

férias....

Quinta-feira, 09.08.12

 

 

Já fiz as malas de viagem,

gravei os caminhos a seguir,

no pensamento, antevejo a paisagem,

(queira Deus que não seja miragem),

e tanto para descobrir...


O coração, vai livre, sonhador,

e o viajante se perde de emoções,

como se viajar fosse uma busca do amor,

uma música em tom menor,

lançada ao mais profundo dos corações.


Fecho os olhos, deixo-me levar,

sem ruídos, sem poluição do ambiente,

sinto o sol que me bronzeia docemente,

e dentro de mim, só para mim, ouço o mar...


Cerro minha mão... um papel amarrotado,

um lápis, um cigarro em fumo lento...

na imaginação, todo um passatempo,

fértil, quando no sofá deitado...

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 19:41

Porque o amanhã vive-se hoje....

Quarta-feira, 08.08.12

 

 

 

falamos de hoje,

falamos de ontem,

falamos do amanhã,

que caminhos,

que trilhos a percorrer,

que sonhos a viver,

que mundo novo

o destino nos fará ver...

e com peso e medida

fazemos retrospectiva,

que tudo vale a pena

quando tanto é o querer...

 

e cada dia vive-se sorrindo,

amando, vivendo a vida,

partilhando um sonho lindo,

a esperança, antes perdida...

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 21:33

No compasso da vida...

Segunda-feira, 06.08.12

 

 

 

tal como o pêndulo do relógio,

movimento constante,

compasso irritante,

assim vai meu caminhar

por entre as areias da praia,

por entre o definhar das ondas do mar...

 

tento segurar, prender uma, só uma,

numas mãos onde se passearam caricias,

mãos de um corpo carente,

e o mar de mim foge num medo aparente,

como se meu caminhar, meu compasso irritante,

fossem passos de tristeza, assaz contagiante...

 

e tal como o pêndulo do relógio,

movimento constante,

compasso irritante,

meus olhos seguem cada onda do mar,

e nesse movimento, me deixo embalar

no mundo dos sonhos, de onde não quero acordar...

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 21:28