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CAMINHANDO NA AREIA

Terça-feira, 15.01.08

Pela praia vazia, ventosa, húmida,

seguindo sem destino

tento ouvir a voz do vento,

tento ouvir o pensamento,

murmúrios de dentro de mim...

Tento ouvir tua voz,

e olho em redor...

Tu não estás,

mais uma vez não virás,

Apenas gaivotas em bandos na areia.

Continuo caminhando passo a passo

(já vai longa a caminhada...)

A areia húmida

se deixa pisar,

(sinto-a engolir meu andar)

Vida que vais fugindo,

anos que vão passando,

destino que está traçado

no mar põe teus olhos.

Minuto a minuto se renovando

é a força, é a beleza em cada onda.

É a morte na areia,

para logo renascer lá além.

Mar, faz-me renascer também........

 

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 22:04


4 comentários

De Também eu sou poeta.... a 16.01.2008 às 15:49

Dotes não te faltam...mas os meus são bem melhores...esta é para ti... ((((aprende comigo que não duro sempre hihihihihi))))

O MAR QUE PERFUMA A MADRUGADA AZUL
E TODA A SUA SUPERFICIE CHEIRA A ALGAS...
GAIVOTAS CANTAM...
AS ONDAS ESPELHAM O OLHAR ... E NA SAUDADE
BALANÇAM...

HOJE O MAR ENTREABRE DESEJOS COM A PRESENÇA E AUSÊNCIA...
EM CÉU AZUL SEM FIM, RASGADO COM FERIDAS...
NAS ONDAS APRENDES AS NOTAS MUSICAS PERDIDAS...

O VENTO É O FLUIR DOS SONHOS, PORQUE O FRIO BUSCA O ACALANTO...
VENTO E MAR ENTRAM NA DANÇA...
E OS BRAÇOS SE TOCAM NO DESTINO E SE ENLAÇAM
PARA DE VEZ ... ENCONTRAR A ESPERANÇA...

De Alexandrino Sousa a 16.01.2008 às 19:24

"Também eu sou poeta...." - imagino quem sejas, e gostei do poema, mas acheio-o um tanto rabiscado, difícil, percebes... nem todas as mentes conseguirão interpretar palavras tão profundas ...mas gostei...Continua escrevendo, que eu assim vou me "cultivando".
Abraço

De Também eu sou poeta... a 17.01.2008 às 17:33

Caro inoutyou ainda bem que gostaste. Dizes muito bem "nem todas as mentes conseguirão interpretar" mas tu soubeste... não foi?!!!!

"Sou um mero espectador da vida, que não tenta explicá-la. Não afirmo nem nego. Há muito que fujo de julgar os homens, e, a cada hora que passa, a vida me parece muito complicada e misteriosa ou muito simples e profunda. Não aprendo até morrer - desaprendo até morrer. Não sei nada, não sei nada, e saio deste mundo com a convicção de que não é a razão nem a verdade que nos guiam: só a paixão e a quimera nos levam a resoluções definitivas..."

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