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MAR DE SONHO

Segunda-feira, 20.04.09

 

 

http://papagaio.files.wordpress.com/2007/04/mar.jpg

 

(ficção)

 

Perdidos na noite, enfrentamos o mar

onda após onda, cada vez mais além,

procurando pelas estrelas nos guiar,

vislumbrando neste ermo mais alguém.

 

Mas na escuridão, a solidão nos corrói

os medos, mesmo os mais insondáveis

nos tomam, e a mente de febril nos mói,

os ruídos são de náufragos descartáveis...

 

Mar alto, mar rude e meigo, gigante,

poço de vida, de morte, arrepiante,

como eu te adoro e te renego.

 

Mar alto, cujas ondas não enfrento

mas que te uso em meu sustento,

em doces tardes és meu sossego...

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 22:19


6 comentários

De sp a 21.04.2009 às 22:01

De facto o mar é um ser multefacetado... se por um lado é doce meigo calmo, belo, único, especial, amigo, refugio, .... por outro, pode ser perigoso, enraivecido... mas também é assim a vida... temos momentos muito bons e momentos menos bons... O passado fica nas memórias... o presente é aqui e agora, ainda sem significado, e o futuro é o desconhecido....
Gostei do teu poema... E tu ainda vais andando?? Ou estás sentado?? Estou a brincar.. Como estás??
Beijinhos

De Alexandrino Sousa a 22.04.2009 às 18:17


Olá Sandra,

Estou bem, sim...mas fizeste-me rir....Aliás penso que já te disse e gabei essa tua virtude. Mas nunca estamos como ambicionamos, não é??

Gosto muito de teus comentários, acredita.
Beijinhos Amiga
Alex

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