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sinais...

Quinta-feira, 23.10.14

 

nunca serão em vão

os passos dados,

no areal marcados,

nunca temendo o mar,

olhos nos olhos

como que a segredar,

"eu te amo"...

 

nunca serão em vão

os sorrisos na manhã,

abafados pelo cobertor de lá,

esperando que se fizesse dia...

as horas jamais existem

nem tão pouco a monotonia

se me dizes, "eu te amo"...

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 22:07

sons de outono...

Segunda-feira, 20.10.14

do rochedo, ouvindo o mar,  fiz minha casa,

sem tecto, sem paredes, 

ou antes, meu tecto é o céu que me cobre,

e a lua, a luz que incendeia meus sonhos...

deitado, estendo minha mão até o mar que me rodeia,

toco ao de leve a água fria

e lentamente, na memória, é tua pele, 

a tua pele que por entre meus dedos fugia...

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 22:03

no teu olhar...

Terça-feira, 24.06.14

 

 

nas enseadas da vida,

tantos e tantos os atalhos

que levam a lado algum...

no fundo mais fundo de teu olhar,

o abismo, o precipício,

uma manta de retalhos

com que nos cobrimos ao luar...

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 22:00

outros olhares...

Domingo, 25.05.14

 

 

 

quando olhavas meus olhos e vias o mar,

dizias que te sentias baloiçar

num barco, em calmas ondas,

navegando num mar sem fim

como sem fim era a paz no meu olhar...

 

falavas das estrelas, falavas do luar,

falavas do desejo de ser anjo,

e sendo anjo, eu voaria em tuas asas

pelo paraíso que inventaste para nós...

 

mas os olhos cansam-se no tempo,

e onde vias mar, nasceram nuvens,

castelos cinzentos, ameaçando tempestade...

 

já não serias anjo, nem terias asas,

e o que seria paraíso, não passam de dunas

onde o mar bravo trai os namorados...

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 16:50

histórias de verão...

Sábado, 15.03.14

 

 

 

ainda chamas pelo verão,

pelas manhãs de nevoeiro,

pelo amor nas dunas?

tudo era silêncio...

para quê falar 

se os corpos se entendiam

e abriam à penetração?

 

mais abaixo, o mar,

o sereno enrolar na areia,

e nesse embalar,

cada olhar, cada beijo,

era mais uma estreia

para espicaçar o desejo...

 

tão leve teu corpo

baloiçando ao sabor da brisa,

teus cabelos esvoaçando,

e teus peitos sussurrando

pelos lábios meus...

deixa-me adormecer nos braços teus...

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 19:41

ondas de ti...

Segunda-feira, 17.02.14

 

 

 

 

são tuas vestes, as ondas

que a brisa faz baloiçar

em cada movimento teu.

 

em cada onda, repousa meu olhar,

meu pensamento, baloiçando num barco

sem remos, apenas navegar.

 

sigo viagem, mera miragem

nas ondas que são teu corpo

e meus desejos em libertinagem...

 

espera... despe-te de ti,

despe-te dos rios ansiando meu mar...

tanta praia, tanto areal por aqui...

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 21:11

outros sabores....

Segunda-feira, 29.07.13

 

 

 

faz-me falta o perfume de tua boca

por entre a maresia do mar...

cada gota de água,

este salgado mais que mágoa,

é o equilíbrio, o ponto perfeito

entre o querer e o ter,

o desejo e a indiferença,

que teus lábios não sabem esconder...

 





 

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 22:46

apenas um gesto...

Quinta-feira, 25.07.13

 

 

anda comigo

ver o mar,

sonhar navegar

em cada onda,

ainda que de areia

banhada pela espuma...

e, quando em mar alto,

quase tocando o céu,

eu te prometo,

se for noite de estrelas,

serás uma delas,

ainda que apoiada

sobre meus ombros...

Assim, bem no cimo,

sentirás a emoção

de que o teu mundo,

é o meu mundo,

bem na palma da mão...

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 21:32

nas ondas....

Quarta-feira, 08.05.13

 

 

 

Não sei que tempo é este

onde moro, onde se ouvem

os rumores de meus passos...

 

sinto-te bem perto mar,

e faz-me falta teu enlaço,

tuas águas, onde navegasse a caravela 

das tormentas e do cansaço...




 

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publicado por Alexandrino Sousa às 20:59

tons de abril....

Sábado, 20.04.13

 

 

 

 

os fins de tarde trazem a nostalgia,

os tons laranja, ou amarelo ocre,

pelo sol que segue para outras paragens...

gravado no olhar, no pensamento,

o azul do céu na manhã,

e o verde do mar imenso e calmo...

e é com estes tons que fecho os olhos

e aguardo um novo amanhecer...

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 19:52