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BOM DOMINGO...

Domingo, 02.03.14

 

 

 

gota por gota, ainda no leito, ouve-se o cair da chuva

lentamente, como se não houvera pressa,

pressa de desistir dos dias tristes e cinzentos...

através da vidraça, reparo no jardim,

na rua deserta onde ninguém passa...

como são tristes os Domingos sem tua luz, tua graça...

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 10:55

bom domingo...

Domingo, 01.12.13

 

 

talvez seja o ritmo do tempo,

as horas marcadas pelo compasso

lento e tão certo do relógio...

 

talvez seja click do pensamento,

querendo preencher o espaço

ditado pela tua ausência...

 

sim, faz-me falta aquele abraço

perpetuado nas manhãs 

e abençoado pelo vento...

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 11:04

saudade....

Quarta-feira, 11.09.13

 

 

 

 

de que é feita a saudade

e a dor da despedida?

de que é feito o amor

e a alegria á chegada?


sabes Amor, só na partida

sentimos o clamor

que brota dentro do peito,

e tudo fica sem jeito

se o regresso

não tem data marcada...

 

e assim se passam os dias...

e assim se inventam dias

que juramos não sonhar...

mas nós sonhamos sim,

e a saudade há-de ter fim...




 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 21:36

meus barcos...

Sábado, 07.09.13

 

 

lancei meus barcos ao rio,

barcos de pescador sem redes.

em cada barco, um baú de recordações,

histórias vividas ou violentadas entre paredes...

 

esses barcos não têm timoneiro,

não têm vela para seguir os bons ventos.

são barcos fantasmas, perdidos,

como os corações sós, sofridos, entre lamentos...

 

se os vires, não tenteis a salvação,

deixai-os seguir, naufragar entre as turvas águas,

deixai-os afogar, que se apaguem as memórias,

as agonias, os sonhos e as mágoas...





 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 22:23

até amanhã...

Segunda-feira, 02.09.13

 

 

passam os minutos, os dias, o tempo

que nunca soubemos ter,

que nada fizemos para viver...

girando a terra, adormecem as incertezas

num sono profundo, de tudo alheio,

esperando um novo renascer,

o sol da manhã, o perfume do teu ser...





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publicado por Alexandrino Sousa às 22:46

ouvindo o silêncio...

Sexta-feira, 31.05.13

 

 

por entre os murmúrios do silêncio,

as lembranças saltam, dançam

num carrossel algo sem jeito..

ah este silêncio das pedras presas,

da noite sem viajantes...

 

faz-me falta o espreguiçar do mar,

a infinidade no olhar,

faz-me falta ouvir o bater do coração

e os segredos da alma...

 

talvez o murmúrio do silêncio

me traga melodias de embalar,

e em sonhos a cor do teu olhar...

 

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 23:18

na brisa...

Sábado, 11.05.13

 

 

 

 

brisa fria, agreste,

sacudindo, baloiçando a saudade,

que forte bate no peito...

lá fora, quase o pôr do sol,

quase o fim de tudo,

ou o início do nada...

talvez eu voe com os pássaros,

ou ainda fale com as estrelas,

talvez faça jangada de sonhos

e me deixe levar na brisa do norte...




 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 19:18

fazes-me falta...

Domingo, 27.01.13

 

 

inquieta-me esta paz

que não é a minha.

preciso de luz,

preciso do brilho da primavera,

ouvir o chilrear da andorinha,

preciso viajar no espaço.

 

fazes-me falta,

como se desatassem o laço

que um dia o amor uniu.

lá fora, os telhados alinhados

choram de mansinho, num abraço

de saudade...

 

vagueia o espírito

pelo cinzento das nuvens de água,

onde brincam barcos de papel,

onde não há vento, nem ondas,

apenas resquícios de mágoa,

apenas desejos à flor da pele.

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 20:25

Tão perto...

Terça-feira, 25.12.12

 

 

deslizam meus dedos

pela saudade de tua ausência...

que foi que fizemos?

por que caminhos nos embrenhamos,

que tão doloroso

é este sentimento que ganhamos,

e por ele, em amor nos perdemos?

 

será que ouves meu chamamento?

os poros de minha pele,

a sensibilidade de meus lábios,

todo um querer sem tempo,

em cada tecla, em cada momento,

como se não houvera espaço, ar,

como se fosse tão fácil te tocar?

 

deixa deslizar meus dedos

pela saudade da ausência,

a tua infindável e dolorosa ausência,

combatendo e adiando os medos,

até que se libertem os segredos...




 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 17:14

O silêncio da voz....

Domingo, 23.12.12

 

 

 

apenas quis ouvir tua voz

reviver a fantasia ditada,

quiçá criada por tua voz...

 

e pelas dunas da tarde ensolarada,

apenas quis ouvir tua voz...

 

pelos trilhos da esperança adiada,

apenas registos, passada a passada,

e nada mais resta... nem tua voz...

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 18:44