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outras pontes...

Sábado, 03.05.14

 

 

 

quanta sede em meus lábios,

nestes olhos queimados e tristes,

pelos teus, que na manhã seduzistes

e entre nós se fez ponte.

 

num corpo parado olhando o horizonte,

qual navio naufragado aguardando abate,

já não choram os olhos (é bom o disfarce),

mas morreram as palavras, os risos, ficou a dor...

 

enrolando na areia, vem o mar no seu esplendor,

e o que ontem foram dunas, espaços dos amantes,

tudo se perdeu, restam as memórias já sem graça.

 

fica a sede em meus lábios, no pensamento que passa,

até que chegue o dia, em que tudo era como dantes,

sem resquícios de sede, sem pontes entre nós...

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 17:22