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Tuas Mãos

Quarta-feira, 29.12.10

 

 

http://cadernodebolso.files.wordpress.com/2008/05/maos.jpg

 

Em tuas mãos, suaves, de branco mármore,

mãos que apertam as minhas,

o calor de um corpo ardendo,

talvez de amor sedento,

e que a cada passo se vai perdendo.

 

Não toques mais outras mãos,

por favor, calça luvas de cetim,

e assim, amor de meus segredos,

quando chegares até mim,

poderei espantar meus medos

com o calor de teu corpo pelo chão...

 

Ah... tal como te imaginava e queria...

Louca, ferozmente louca de paixão,

corpo agonizando, voz em rouquidão,

ansiando, suplicando para não mais ser dia...

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 20:20

Desejo

Terça-feira, 03.11.09

 

 

 

http://gerlandy.files.wordpress.com/2007/05/donna_e_serpente2.jpg

 

Deixa-me deslizar em teu corpo

como o mel em minha garganta

doce sabor, espesso seu manto

e poro por poro, em cada canto

deixar marcas, rastos do desejo

 

e no tocar dos lábios, num beijo

numa busca serpenteante de tua língua

a ousadia de no olhar me despires

e eu sinto-me usado, à mingua

de teu corpo, para o meu possuíres

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 19:56

DESEJOS

Sábado, 29.08.09

 

 

 

 http://img267.imageshack.us/img267/8198/noitedeamorxa2.gif

 

 

(Ficção)

Faz tempo amor, faz tempo demais

que não nos envolvemos,

que não machucamos os lençóis,

que não nos amamos,

e esse tempo dói,

como dói a ausência de alguém.

Amor eu já nem sei,

penso até que esqueci como foi,

e se foi, se soube bem...

Amor eu já esqueci,

mas porque foi pouco o que vivi,

quero recomeçar,

atabalhoadamente recomeçar,

perdidamente, loucamente recomeçar...

Porque eu sei que vou te amar

como na primeira vez,

como se fosse a primeira vez

numa noite sem sono, pela embriaguez

de toda uma noite te ter...

Faz tempo amor,

tempo que não soubemos viver...

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 19:41

À Flor da Pele

Sexta-feira, 17.07.09

 

 

 

 

http://srv0204-05.sjc3.imeem.com/g/p/5a0b70a9a789448fe54b6ed62443716b_web.jpg

 

 (Ficção)

 

Sinto tua respiração em meu pescoço,

e esse teu hálito que reconheceria em qualquer lugar...

Beijas-me...são tuas carícias que me fazem sonhar,

brotar desejos à flor da pele, impulsos sem regras,

Sofreguidão... no fundo o meu jeito estúpido de te amar...

Que mais pode um homem dizer sem mentir,

se em nosso olhar, num simples sorrir,

a prova, a declaração do pecado que mora em nós,

a provocação, o intenso chamamento para ficarmos sós...

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 21:48