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apenas aprendiz...do amanhã.

Terça-feira, 11.11.14

 

ainda que amanhã seja tarde,

veste teu vestido de domingo

e solta-te pelos vales, sorrindo...

 

ainda que amanhã seja tarde,

solta teus longos cabelos de avelã,

aos sonhos que te acordaram pela manhã

 

ainda que amanhã seja tarde,

abre teus braços ao amor que te espera,

que de desassossego em desassossego desespera

 

mas mesmo que não seja tarde,

solta teu grito de liberdade,

salta aquela fogueira, onde arde a verdade

das palavras por dizer...e que falavam de saudade...

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 21:55

Tarde de Outono...

Segunda-feira, 14.11.11

 

 

Fria é a tarde de Outono,

de um cinzento sério,

austero, ameaçador.

As crianças brincam,

saltam em volta da fogueira,

(pudera eu entrar na brincadeira),

e ouvem-se risos, gritos,

(semblantes de pais aflitos),

conversas de ocasião...

 

As tardes de Outono

têm a magia, o condão,

de em volta da lareira,

largar o pensamento,

deixar voar o tempo,

rebuscar lembranças da poeira,

e ao sabor de um café,

fixar a lenha que arde,

e sonhar...porque nunca é tarde...

 

Tardes de Outono

são as tardes de uma vida,

glórias, fraquezas,

alegrias, tristezas,

são um corrupio sem saída,

ou uma promessa de inverno

que o braseiro teima em avivar...

Fria a tarde de Outono,

sem gritos de crianças...apenas do mar...

 

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 21:37