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gotas de orvalho...

Quarta-feira, 20.08.14

 

 

uma após outra, na folha verde ainda,

juntam-se as gotas do orvalho,

as lágrimas do anoitecer...

no silêncio, de forma lenta e precisa

formam um fio de vida,

vida que dá vida a um novo amanhecer...

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 21:54

como se fosse água...

Segunda-feira, 07.10.13

 

 

 

como se fosse água,

gota de água,

pingo de chuva

ou de orvalho,

assim vai meu lamento

de árvore em árvore,

em cada botão de rosa

em cada rebento,

ou na simples erva

na berma da estrada...

 

ao chegar ao palco maior,

á luz dos holofotes,

onde a plateia vai ver

escrita com dor,

rima desvirtuada,

alma sem dotes,

por favor, apaguem a luz,

o silêncio me seduz...




 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 22:46

Lembranças....

Sexta-feira, 13.07.12

 

 

 

Caem gotas de um orvalho intenso,

dizem que é chuva, chuva de verão,

e caminhando estrada fora,

revivem-se momentos de outra hora,

momentos vividos com emoção.

 

E na lembrança, o pôr do sol,

uma silhueta fitando o mar,

corpo fino, cabelos ao vento,

são emoções vivas no pensamento,

como vivido o momento de amar.

 

E as gotas de um orvalho intenso

não molham, não resfriam,

não apagam a minha memória,

onde folhas guardam história,

segredos, fotos que então sorriam...

 

E tudo faz sentido, razão de ser,

como se o destino escrevesse

passo a passo, o caminho a seguir,

encontros que na vida iriam surgir,

e fizeram que um novo dia amanhecesse...

 

 

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 23:23