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O MAR

Terça-feira, 17.11.09

 

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Ruge o mar, triste sina

de quem vive do mar,

pobre gaivota libertina,

ou do pescador sem pescar,

de que a fome é companheira,

ainda que a vida seja canseira.

 

De que vale erguer as mãos,

se a sina é maldição,

sobre os mares, ou outros chãos,

sejam dias bons ou maus,

não há como ganhar o pão.

 

E o mar a tudo  alheio,

se espuma, liberta no areal,

chamam-lhe rude, feio,

o monstro do bem e do mal...

E eu, numa nau de cimento,

o admiro neste dia cinzento...

 

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 19:28

Dias de Inverno e o Mar

Domingo, 30.11.08

                   

                              (da Net)

 

Inconsoláveis dias de Inverno...

 

Só Sol e vento no caminhar pelo areal...

Ninguém nos acompanha, só o  mar...

E num rochedo fitando o horizonte,

imagino os pescadores em luta desigual.

 

 

Como é imensa a luta do homem e tão irreal,

Vidas "oferecidas" para navegar,

Noites perdidas, redes a puxar,

e no final, em que o cansaço já é "mortal",

restam alguns cabazes, no desespero geral...

 

Triste vida a de pescador,

Triste vida a de um sonhador,

que julgou ser maior, do mar ser senhor,

nas ondas altas não esmoreceu,

mas se afundou, e em seus "braços adormeceu"...

 

 

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publicado por Alexandrino Sousa às 19:05