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Domingo, 12.10.08

 

 

O que fazer?

A vida não me pertence

Tu não me pertences,

sinto-me só a deambular pelas ruas

escuras, de gentes, nuas,

e, desamparado,

entre paredes, acossado,

finjo não existir...

 

O mundo pode ruir,

em mil pedaços partir,

e mesmo na atmosfera

estarei só,

ninguém terá de mim dó

ou pena severa.

Qual leproso terminal,

aguardarei meu triste final.

 

Sinto-me só neste mundo,

e nas asas do vento

olho o horizonte e comento:

Porquê este castigo?

Sinto-me enjeitado, sem abrigo,

ferido de morte,

assumindo esta má sorte...

       

 

 

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publicado por inoutyou às 21:23